FMC: A cana é verde e tech

Conteúdo Especial PLANT + FMC


Edição 27 - 21.10.21

FMC: Onde tem cana, tem energia

Para produzir a energia cada vez mais limpa, o manejo dos canaviais precisa ser cada vez mais sustentável – e a FMC tem um papel importante nesse processo

Algumas culturas agrícolas são fundamentais por gerar fortes impactos econômicos. Outras destacam-se pela vocação ambiental. Há um terceiro grupo, ainda mais raro, que combina os dois fatores – a capacidade para impulsionar o PIB e, ao mesmo tempo, disseminar valores sustentáveis. Nesta última classe está a cana-de-açúcar, um dos mais tradicionais e relevantes produtos nascidos do campo brasileiro.

Os números comprovam a força e as qualidades da cana-de-açúcar. Segundo estimativas da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o setor sucroenergético responde por 2% do PIB brasileiro e emprega mais de 2 milhões de pessoas, direta ou indiretamente – é o equivalente a toda a população de Paris, na França.

Além dos benefícios econômicos, a cana se caracteriza por ser uma aliada de primeira hora do meio ambiente. O etanol de cana-de-açúcar, por exemplo, é o biocombustível com a menor pegada de carbono do mundo. Entre outros atributos, ele reduz em 90% a emissão de gases poluentes em comparação com a gasolina. Para se ter ideia do que isso significa: desde o lançamento dos veículos flex, em março de 2003, e até março de 2021, o uso do etanol evitou a emissão de 552 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera brasileira.

Não é só. Atualmente, boa parte da energia elétrica que abastece a cidade de São Paulo vem de usinas de cana-de-açúcar. Em um contexto de crise hídrica, a hábil planta pode funcionar, portanto, como um antídoto contra apagões. A bioeletricidade, lembre-se também, não exige a queima de carvão ou petróleo, o que só reforça as inúmeras vantagens da cana.

Mas, para contribuir cada vez mais para a geração de energia limpa para o planeta, o setor precisa garantir uma produção cada vez mais sustentável nos canaviais. E então, todos os elos da cadeia precisam estar alinhados no mesmo propósito.

“Quando se fala em sustentabilidade do agronegócio, é impossível não pensar em cana-de-açúcar”, diz Christian Menegatti, gerente de Cultura da FMC. A empresa tem fortes conexões com os dois temas. Ela não apenas comanda o mercado brasileiro de defensivos para a cana-de-açúcar como também é uma agente importante na propagação da sustentabilidade no campo. No ano passado, a empresa lançou a campanha “Onde Tem Cana, Tem Energia”, que busca justamente realçar os valores intrínsecos da planta, seja para a economia, seja no aspecto ambiental.

“Quando se fala em sustentabilidade do agronegócio, é impossível não pensar em cana-de-açúcar”

Christian Menegatti, gerente de Cultura da FMC

Não é apenas conversa da boca para fora. Atualmente, a FMC destina 97% dos investimentos de P&D à criação de produtos sustentáveis. Até 2025, o índice chegará a 100%. Graças aos robustos aportes na área, a empresa desenvolveu diversas tecnologias que, aplicadas no campo, representam notáveis avanços para o agronegócio brasileiro. Um deles é o Quartzo, nematicida 100% biológico. “Ele é feito à base de bacilos e entrega resultados muito superiores aos químicos, e de maneira sustentável”, aponta Menegatti.

O Quartzo traz, de fato, inúmeras vantagens. Seu mecanismo é desencadeado pela ação sinérgica entre duas bactérias – em conjunto, elas criam um biofilme protetor ao redor da raiz, o que otimiza a absorção de água e nutrientes. Como resultado, pode entregar aumentos médios de produtividade em torno de 15%.

Ele também possui outra característica vital: seu uso contínuo eleva de maneira expressiva a população das bactérias no solo. “Ao longo do tempo, os bacilos vão promovendo naturalmente o controle de pragas, e o resultado desse processo é um tremendo ganho sustentável”, diz o executivo da FMC.

Além disso, o Quartzo apresenta propriedades únicas em relação a outros biológicos, como o fato de não exigir refrigeração ou outras condições especiais de armazenamento. Por todas essas razões, recentemente foi eleito o melhor produto biológico do mercado brasileiro pelo “Fórum e Prêmios de Ciência Agrícola do Agronegócio – Agrow Awards”.

A sustentabilidade é uma das marcas registradas de outro produto de alto valor tecnológico da FMC: o Altacor, que integra o portfólio de químicos da empresa e destina-se principalmente para o controle da broca da cana-de-açúcar, praga cuja incidência aumentou nos últimos anos nos canaviais brasileiros.

Apesar de ser um produto de alta performance e elevado poder inseticida, o Altacor possui uma característica singular – a seletividade. “Ele só vai controlar aquela praga que agride a cana”, afirma Menegatti. “Ou seja, os outros insetos que estão em volta da lavoura ficam protegidos.”  O executivo reforça que, por se tratar de um produto com ação específica, ele não provoca danos a nenhuma espécie de animais, sejam aves, peixes ou mamíferos.

Essa característica também permite a integração total entre produtos químicos e biológicos. O Altacor, por exemplo, é inofensivo para a Cotesia, inseto amplamente utilizado no controle biológico de pragas, especialmente nas lavouras de cana-de-açúcar. O especialista lembra que atualmente 80% do controle da broca se dá por meio de seus inimigos naturais, como joaninhas, tesourinhas e formigas. O problema é que os 20% restantes podem provocar grandes estragos. É aí que o Altacor entra, justamente para cobrir esse percentual.

Por ser um produto de alta rentabilidade, ele exige menos aplicações. Sendo assim, gasta-se menos combustível para abastecer as aeronaves de pulverização ou as máquinas de solo, num ciclo que, no final das contas, traz benefícios para a parte mais interessada na história: o agricultor.

O especialista reforça o aspecto sistêmico do Altacor. “Assim que o produto é aplicado, ele naturalmente passa a ser absorvido pela planta”, explica. “Quando chove, a cana libera novos brotos e o Altacor acaba chegando até eles. Com isso, a broca não tem chance alguma, e todos os brotos crescem protegidos.”

“A FMC tem história na cultura da cana-de-açúcar. Somos líderes neste mercado porque sempre prezamos por entregar inovação e sustentabilidade para toda a cadeia, pensando em um manejo eficiente que contribua com a produtividade do campo.”

Marco Faria, Diretor Comercial da FMC

As inovações da FMC não se restringem a produtos. Na área de serviços, a empresa colocou no mercado o SmartCalda. Trata-se de um equipamento que automatiza o preparo da chamada “calda de aplicação” na lavoura. Nos processos convencionais, os técnicos manuseiam os produtos químicos, o que os expõe a riscos. Com a tecnologia da FMC, toda a rotina é feita de maneira automática, sem que haja contato humano com os produtos. Proporcionando maior segurança para o aplicador e para o meio ambiente, uma vez que todos os cálculos e dosagens são feitos por um programa computadorizado, além de contribuir para a redução enorme do número de embalagens plásticas. O inédito sistema já está presente em 30 grandes usinas do País.

A busca pela inovação permeia todas as operações da FMC. Para disseminar essa cultura e estimular o surgimento de produtos e serviços, a empresa conta com três centros de pesquisa – em Paulínia, no interior de São Paulo, Stine, nos Estados Unidos, e Hørsholm, na Dinamarca –, além de 22 estações para testar produtos e formulações. Ao unir inovação e sustentabilidade, e fazer isso em prol do desenvolvimento do mercado de cana, a FMC não está apenas gerando bons negócios, mas, acima de tudo, ajudando a construir um País melhor.

“A FMC tem história na cultura da cana-de-açúcar. Somos líderes neste mercado porque sempre prezamos por entregar inovação e sustentabilidade para toda a cadeia, pensando em um manejo eficiente que contribua com a produtividade do campo. Nesses anos de parceria com o setor, fomos pioneiros em tecnologias biológicas para os canaviais, levamos serviços inovadores como o SmartCalda, além de sermos grandes apoiadores da cultura, criando campanhas que valorizam a cana-de-açúcar, como o ‘Onde tem Cana, tem Energia’”, afirma o Diretor Comercial da FMC, Marco Faria. “Estar ao lado do produtor é a nossa cultura, vivenciando seus maiores desafios e proporcionando experiências, histórias e resultados para a cana-de-açúcar. Afinal, esta é uma das culturas com potencial enorme para o nosso País”.

TAGS: Cana, Defensivos Agrícolas, FMC, Sustentabilidade