Com o DNA da Agricultura Tropical

Ourofino Ideas - Reimaginando a Agricultura Brasileira

“Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê”

Monteiro Lobato


Edição 5 - 24.10.17

 

Ourofino Ideas: Reimaginando a Agricultura Brasileira

Nas últimas décadas, o Brasil deixou a incômoda condição de importador de alimentos para se tornar um dos principais produtores de grãos, frutas, fibras e biocombustíveis do planeta. Essa revolução só foi possível graças à adequação de tecnologias desenvolvidas no exterior para a realidade brasileira, o que possibilitou o melhoramento dos solos no Cerrado e a adaptação de sementes para a agricultura tropical, ambos liderados pela Embrapa. Na área de defensivos, no entanto, os avanços ficaram muito aquém do potencial do agronegócio brasileiro. A defasagem é explicada pelo fato de as principais empresas do setor estarem sediadas no hemisfério Norte, onde desenvolvem seus produtos. Esta realidade, no entanto, está prestes a mudar. E a responsável por isso é a Ourofino Agrociência, empresa brasileira que, focada no desenvolvimento de produtos adaptados à realidade do agricultor brasileiro, conseguiu abrir terreno em um segmento dominado por multinacionais do setor químico. A aposta na expertise e na ciência nacional vai ganhar ainda mais força. A Ourofino resolveu transformá-la no propósito da companhia – Reimaginar a Agricultura Brasileira – e mover seus futuros investimentos.

O DNA inovador da Ourofino foi forjado sob o clima quente e úmido das lavouras brasileiras, que permite produzir 365 dias por ano. Por outro lado, o Brasil sofre com a falta de um inverno rigoroso, que faz o controle natural das pragas nos países de clima temperado. Dessa forma, a necessidade de controle de invasores por aqui é muito maior. Outras particularidades da agricultura brasileira, como o plantio direto, também são prejudicadas com a baixa eficácia dos produtos desenvolvidos no exterior. “Enquanto nos Estados Unidos e Europa o uso de aração e gradagem do solo é usual, aqui utilizamos o plantio direto na palha. Essa palha é uma barreira física para que um herbicida chegue ao solo”, explica Luciano Galera, diretor de Marketing, Pesquisa e Desenvolvimento da Ourofino. “Quando um herbicida é aplicado no hemisfério Norte, o produto atinge diretamente o solo. Aqui no Brasil, esse produto precisa ultrapassar a palha e com isso parte do que foi aplicado acaba ficando exposto aos raios solares, o que causa fotodecomposição. Esses fatores fazem com que o pesticida perca suas características e, consequentemente, performance.”

Por esses motivos, a estratégia da empresa passa pela melhoria das formulações hoje existentes no mercado, tropicalizando-as e tornando-as mais eficientes para as condições locais, contribuindo para a sustentabilidade nas lavouras. Produzidos em uma das mais modernas fábricas do gênero no mundo, localizada na cidade de Uberaba, em Minas Gerais, os defensivos da Ourofino são desenvolvidos em parceria com instituições respeitadas, como a Embrapa e a Unesp, o que garante a qualidade e a eficiência das novas formulações.

As melhorias estão sendo mensuradas e validadas pela equipe liderada por Edivaldo Velini, professor titular da universidade. Os estudos realizados por sua equipe auxiliam a companhia a identificar as modificações que podem ser feitas. Depois, os profissionais também participam da avaliação dos resultados obtidos. “O Brasil tem sido muito eficaz em criar sistemas de produção em regiões tropicais que são muito distintos daqueles praticados em outros países. Em síntese, os principais objetivos são reduzir riscos, aumentar a eficácia, racionalizar o uso e dar sustentabilidade à produção em um contexto de agricultura tropical de alta eficiência,” afirma Velini.

A empresa está investindo no mercado de defensivos biológicos, no qual conta com uma parceria com a Embrapa, num acordo de cooperação entre as partes. “Estamos desenvolvendo, em conjunto com a Ourofino Agrociência, uma coleção de microrganismos que produzem toxinas para combater pragas agrícolas, transformando-os em produtos. Trabalhamos com uma metodologia de produção em larga escala e no desenvolvimento de praguicidas adaptados à agricultura tropical”, afirma Rose Monnerat, presidente do portfólio de defensivos biológicos da Embrapa.

Para a pesquisadora, o principal diferencial desses produtos é a eficácia tanto em grandes lavouras quanto em culturas de menor escala, já que o registro dos defensivos biológicos é feito por pragas e não por cultura, como acontece com os químicos. “As bactérias, vírus e fungos são específicos. Eles causam doenças somente nas pragas-alvo. Dessa forma, você preserva os inimigos naturais”, explica Rose Monnerat. A Ourofino prevê a entrada nesse mercado nos próximos anos.

Um dos grandes desafios mundiais da agricultura é produzir alimentos para uma população que tem crescido de forma acelerada nas últimas décadas. O planeta abriga hoje mais de 7 bilhões de pessoas, mas, segundo estimativas da FAO, essa população deve chegar a 11 bilhões até 2050. Nesse cenário, o Brasil desponta com potencial para ser um dos grandes protagonistas para produção de alimento em todo o mundo. Mas isso não será possível sem o uso de tecnologias que possibilitem uma maior eficiência nas lavouras. “Diante desse desafio, a Ourofino Agrociência decidiu iniciar um trabalho de reposicionamento estratégico para atender aos desafios do produtor brasileiro”, afirma Everton Molina Campos, Gerente de Inteligência e Comunicação Competitiva da companhia.

Com o novo propósito definido, fez-se necessário a criação de uma identidade corporativa própria e que representasse o novo momento da empresa. Foi criada uma nova logomarca para expressar o novo propósito. “O losango faz uma referência ao fechamento do diafragma da lente de uma máquina fotográfica e está relacionado a Reimaginar, um novo olhar. Já as faixas verdes presentes no logo remetem às linhas de espaçamento da Agricultura. O verde e amarelo representam as cores da bandeira do Brasil. Assim, a junção dos três elementos traz o significado de nosso propósito, que é Reimaginar a Agricultura Brasileira”, completa Campos.

 

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