Tecnologia e inovação para o agro do futuro

Confira os destaques do evento “AGROTECH: O futuro da indústria que alimenta o mundo!”


17.03.21

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Como alimentar uma população mundial estimada em 10 bilhões de pessoas em 2025? A tecnologia e a inovação aparecem como pontos-chave para responder a esse questionamento que deve permear o agronegócio ao longo dos próximos anos, segundo as discussões realizadas no dia 11 de março, durante o evento online “AGROTECH: O futuro da indústria que alimenta o mundo!”.

O encontro virtual de especialistas foi organizado pela SAP Brasil em parceria com o WTC São Paulo Business Club, com patrocínio da Intel Corporation e apoio da PLANT. Para assistir à íntegra do evento clique aqui.

“Nós temos um capital intelectual no agronegócio brasileiro que deve ser motivo de orgulho para todos nós. Então, quando a gente alinha todo esse potencial com a capacidade, o futuro é muito promissor. É por isso que essa indústria é tão importante e tão estratégica para nós da SAP Brasil”, resumiu Adriana Aroulho, presidente da SAP Brasil. Ao dar as boas vindas aos convidados, Adriana ressaltou que, além de o agronegócio ser um dos principais setores da economia brasileira, o País aparece nesse cenário futuro com grande potencial de crescimento de cultivo e de experiência para alimentar o mundo. “A gente entende que o futuro da tecnologia é cloud e a SAP está preparada para isso”, disse.

O crescimento do agronegócio nos próximos anos, para atender uma população que aumenta a cada ano somente será possível, na visão de Adriana, com a adoção de práticas sustentáveis. “A gente tem visto que os consumidores cada vez mais estão dispostos a investir na saúde, a pagar mais, e exigir dos seus fornecedores rastreabilidade, práticas sustentáveis e um cuidado com o meio ambiente”, disse.

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EXEMPLO DA ENERGIA

No painel de abertura do evento, Plínio Nastari, fundador e presidente da Datagro, destacou que, graças à aplicação de tecnologia nos diversos pontos das cadeias produtivas, o Brasil se transformou um grande exemplo na agricultura alimentar e energética para o mundo. E pode trazer ainda muitas novas contribuições no futuro. “Quando falamos de agronegócio, falamos do Brasil que dá certo, que promove desenvolvimento, que gera renda de forma descentralizada e que tem uma contribuição enorme na balança”.

Nastari ainda detalhou, como exemplo de transformação, os esforços que o Brasil tem feito ao longo dos últimos anos ao reforçar importância do etanol sobre a gasolina, inclusive sendo seguido por outros países, como a Índia, China, Paraguai, Tailândia, Bélgica, França, Colômbia, Bulgária e EUA. O estado de São Paulo, por exemplo, já substitui cerca de 60% do consumo da gasolina por etanol.

“Este modelo adotado no Brasil pelo agronegócio é capaz de resolver os dois grandes problemas da humanidade, o aquecimento global e as crises do emprego e alimentar do planeta”, destacou Nastari. Além disso, o Brasil já se destaca com uma flexibilidade industrial energética focada nas oportunidades do mercado além da cana de açúcar, com o milho e a soja, por exemplo. “O etanol nesses 45 anos substituiu 3,3 bilhões de barris de gasolina, o que é um número muito expressivo quando a gente considera que as reservas provadas de petróleo condensado do Brasil são de 12,7 bilhões de barris.”, pontuou Nastari.

A apresentadora Patricia Maldonado, Degobbi, da Coopercitrus, Brocaneli, da Bunge, e Adriana Aroulho, da SAP

AGRO 5.0

As cadeias produtivas de alimentos no Brasil têm diversas empresas e muitas delas já estão atentas ao futuro, inclusive com cases da SAP. “Entramos na Agricultura 5.0, com inteligência artificial, aprendizagem profunda, modelagem, robótica e coloco a sustentabilidade por minha conta”, disse Fernando Degobbi, presidente da Coopercitrus, cooperativa que utiliza as soluções integradas da SAP, com mais de 50 mil propriedades georreferenciadas, na mesa redonda em que debateu com Adriana Aroulho e com o CIO da Bunge, Fernando Brocaneli.

“Como cooperativa, temos uma participação muito forte dentro da porteira. Vejo que quando se sai da propriedade, temos evolução nos processos de logística e controle… Mas o maior desafio que eu encontro hoje é levar toda essa tecnologia e inovação também para dentro da porteira”, destacou Degobbi. A Coopercitrus conta com 37 mil associados e tem instalações em 77 cidades do Brasil e cerca de 150 unidades de negócios em diversas áreas da cadeira produtiva do agronegócio.

A Bunge também está atenta para a eficiência, agilidade e inovação do agronegócio nos próximos anos. A companhia multinacional de commodities e alimentos adota modelos de gestão aplicados para interconectar regiões e integrar mercados depois de uma decisão interna, em 2019, com o objetivo de acelerar tomadas de decisão e dar flexibilidade aos negócios. Desde então, a empresa conta com uma estrutura de negócio unificada nos países da América do Sul em que está presente.

Com a decisão, a Bunge iniciou mudanças operacionais em sua inteligência de mercado e nos processos e sistemas. A empresa conta com soluções SAP utilizadas a nível global, mas com personalização para o Brasil, como por exemplo, as aplicadas na logística de cargas e na rastreabilidade.

“Temos a sopa de letrinhas da transformação digital, com blockchain, Big Data, inteligência artificial e tudo mais, inclusive com aplicativos, cloud, e isso tudo está nessa integração da América do Sul e já estamos em modelos mais globais”, explicou Fernado Brocaneli, CIO da empresa.

Além disso, a multinacional do agro também se mantém atenta na gestão de talentos, com quase 12 mil profissionais na América Latina. “Nós temos nosso Talent Management, com suas raízes globais e locais para tudo que envolve atração, manter e desenvolver pessoas e temos um programa enorme de diversidade”, disse Brocaneli. “A tecnologia, ajuda, habilita, mas a transformação vem pelas pessoas”, destacou Adriana.

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