Pressão sentida na carne

A cadeia produtiva de proteína animal precisa de adaptar para enfrentar uma série de desafios


Edição 22 - 12.11.20

Por Romualdo Venâncio

O agronegócio é um dos setores mais desafiados pela pandemia da Covid-19. Além da questão de sobrevivência, manter o ritmo dos negócios, com equilíbrio entre produtividade e segurança, era primordial para garantir o abastecimento de comida no Brasil e no mundo. Das fazendas ao varejo, empresas de todos os tamanhos tiveram de adaptar infraestrutura, estabelecer novas rotinas de trabalho, redobrar os cuidados com a saúde e o treinamento das equipes, reforçar a prevenção e acelerar a transformação digital. A exigência foi ainda maior para a cadeia produtiva de proteína animal, pois o ambiente interno das unidades industriais favorece a disseminação do coronavírus.

O que seria um desafio imenso para qualquer setor, torna-se ainda maior quando se vislumbra a conjuntura que a indústria de proteína animal já encarava quando a pandemia começou a se alastrar. Custos de insumos, mudanças de hábitos dos consumidores e uma pressão cada vez maior quanto à preservação ambiental criavam um cenário complexo, que exigia atenção especial em todas as etapas da cadeia produtiva de carnes. As respostas a esses desafios requerem seriedade, informações seguras, diplomacia e muito trabalho para manter a sintonia entre teoria e prática, a boa imagem conquistada pelo agro e os espaços alcançados pela indústria de proteína animal. 

As questões trazidas pela Covid-19 demonstram bem o impacto sentido. Após a Organização Mundial da Saúde (OMS) ter decretado estado de pandemia pela Covid-19, no mês de março, o Ministério Público do Trabalho (MPT) publicou uma recomendação de cuidados e medidas a serem tomados nos frigoríficos, descritos no documento como “ambientes de trabalho propícios para disseminação do vírus causador do coronavírus – Covid-19, diante das características científicas evidenciadas da forma de contágio”. Ainda segundo o MPT, nessas unidades industriais há “elevada concentração de trabalhadores em ambientes fechados, com baixa taxa de renovação de ar, baixas temperaturas, umidade e com diversos postos de trabalho sem o distanciamento mínimo de segurança de acordo com os parâmetros estabelecidos pelas autoridades sanitárias nacionais e internacionais”. De uma forma ou de outra, as empresas tiveram de agir rápido para implementar medidas rigorosas de segurança de seus colaboradores e dar satisfação à sociedade do que e como estavam fazendo.

“Quando vimos que a pandemia chegaria ao Brasil, tivemos duas preocupações, proteger o trabalhador e manter o abastecimento, pois a situação seria bem pior se as pessoas não tivessem alimento”, diz Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). O executivo assumiu a presidência da entidade no dia 19 de agosto, sucedendo Francisco Turra, já com um cenário bem diferente em relação ao coronavírus. A ABPA representa mais de 140 empresas e entidades da avicultura e da suinocultura nacionais, um grupo que responde por exportações superiores a US$ 8 bilhões.

Segundo Santin, é extensa a lista de medidas tomadas pelas indústrias: adoção de máscaras e face shield, anteparo entre as pessoas, redução nos refeitórios, cuidado nos transportes, desinfecção triplicada das plantas industriais e contêineres, tapetes de desinfecção. “Não entra ninguém com Covid-19 nas plantas. Em algumas delas foram instalados até equipamentos de leitura de temperatura por imagem. Caso algum colaborador tenha contato com alguém contaminado já fica em casa”, comenta o dirigente, acrescentando que nesse período de pandemia foram contratados quase 20 mil trabalhadores. 

Os protocolos para cuidados nas unidades industriais são bem abrangentes e, segundo Santin, foram validados pelo Hospital Israelita Albert Einstein e pela Portaria Conjunta nº 19, legislação interministerial publicada no Diário Oficial da União em 19 de junho que envolve as pastas da Economia, por meio da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, da Saúde e da Agricultura. Essa portaria visa a “prevenção, controle e mitigação de riscos de transmissão da Covid-19 nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano e laticínios”. Vale ressaltar que algumas das principais empresas associadas à ABPA também estão entre as líderes de produção de carne bovina.

Questão de proporção

Com esse período de pandemia, a relevância do agronegócio para a economia nacional ficou ainda mais nítida, sob diversos aspectos. Além de representar mais de 20% do PIB brasileiro, a agropecuária continua sendo destaque em geração de empregos. Dados apresentados pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) mostram que entre os meses de janeiro e agosto o setor foi responsável por mais de 98 mil novas vagas, o que ajudou a reduzir o impacto do déficit no quadro geral do País, com o fechamento de quase 850 mil postos de trabalho. 

De qualquer ângulo que se olhe para o agronegócio, as proporções são sempre grandiosas, até mesmo pelos desafios. O avanço da Covid-19 trouxe mais notícias sobre a contaminação de trabalhadores de frigoríficos, tanto no Brasil como em outros países, aumentando a pressão sobre a indústria em relação às medidas preventivas. Nos Estados Unidos, desde março, mais de 42 mil funcionários de quase 500 frigoríficos testaram positivo para o novo coronavírus e 203 morreram, conforme o jornal norte-americano The Washington Post. Os dados são de um levantamento feito pela Food & Environment Reporting Network (FERN), agência de notícias independente e sem fins lucrativos voltada aos setores de alimentos, agricultura e saúde ambiental. O jornal aponta ainda demora das autoridades para cobrar de forma mais incisiva mudanças nas unidades industriais que garantissem a segurança dos trabalhadores. 

Por aqui, a questão também preocupa. Até o mês de julho, o MPT havia confirmado 6,2 mil casos de trabalhadores testados positivo para o novo coronavírus em frigoríficos instalados no Rio Grande do Sul, por exemplo. A declaração do órgão envolve 39 unidades industriais, localizadas em 29 municípios e que somam quase 36 mil empregados. Em Mato Grosso, desde o início da pandemia o MPT ajuizou seis ações civis públicas e instaurou 15 inquéritos civis após a confirmação de casos de Covid-19 em plantas frigoríficas. Segundo o próprio MPT, devido a indícios de que não estariam sendo adotadas as medidas necessárias para reduzir o risco de exposição dos funcionários ao coronavírus no ambiente de trabalho. Por conta da gravidade do risco de contaminações no setor, o órgão apresentou uma análise, descrita em nota técnica, comparando legislações sanitárias publicadas em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná e a Portaria Conjunta nº 19. Para o MPT, as legislações locais relativas à pandemia são, em certos pontos, mais eficazes e mais protetivas.

Paralelamente às questões de legislação, a indústria frigorífica ainda é alvo da manifestação de entidades que representam profissionais do setor. A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústria de Alimentação (CNTA), a Confederação Brasileira Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias da Alimentação da CUT (Contac-CUT) e a União Internacional de Trabalhadores em Alimentação (Uita) lançaram em agosto a campanha “A carne mais barata do frigorífico é a do trabalhador”. O intuito, como descreve o presidente da CNTA, Artur Bueno de Camargo, é conscientizar a sociedade sobre a seriedade da contaminação de Covid-19 entre os funcionários de frigoríficos. Para amplificar o volume da cobrança sobre as indústrias de proteína animal, foi realizada em setembro uma mobilização em frente à B3, a Bolsa de Valores do Brasil. A entidade questiona, inclusive, a proporcionalidade entre a valorização das ações das grandes empresas do setor durante a pandemia, pelo fato de a produção de alimentos ser considerada atividade essencial, e o quanto elas investem em proteção para suas equipes nas linhas de produção. 

Outra consequência desse cenário de pandemia é uma aceleração da automação de processos por empresas do setor frigorífico. Como noticiado pela Revista Globo Rural, fornecedoras de soluções nessa área confirmam o crescimento na demanda após o surgimento do coronavírus e o início da implementação de medidas de isolamento social, o que impacta na redução das equipes nas plantas e reduz a produtividade. Alguns relatos confirmam se tratar de uma mudança natural, uma evolução que já estava em curso e foi acelerada, como aconteceu com a digitalização – avanço que muita gente afirma ser permanente. Além disso, essa transformação pode trazer melhorias para o setor como um todo em termos de rastreabilidade e segurança dos alimentos. 

A PLANT tentou ouvir a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e algumas das principais companhias e cooperativas do setor de proteína animal sobre todo esse panorama da pandemia e outros aspectos relacionados aos atuais desafios da cadeia produtiva, mas, por diferentes motivos, elas não quiseram se pronunciar. De qualquer maneira, a mensagem transmitida pelos representantes da cadeia pecuária na coletânea de artigos publicada na nossa edição nº 20, com o tema #OAGRONUNCAPARA, foi de comprometimento do setor com a segurança em relação à Covid-19. 

O presidente da Abiec, por exemplo, Antônio Jorge Camardelli, citou a rigidez na higienização dos uniformes, EPIs e materiais utilizados na manipulação direta ou indireta, e a adoção das práticas específicas recomendadas pela OMS, entre outros fatores, além de destacar a garantia do fornecimento de carne bovina no Brasil, evitando o risco de desabastecimento. O CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, reforçou a afirmação de Camardelli e acrescentou a preocupação com a coletividade, com as pessoas, pois a empresa opera unidades de produção em 140 municípios brasileiros, sendo que em 80 deles representa a principal atividade.

Diplomacia com alicerce 

Em agosto, o poder de reação da indústria brasileira de proteína animal foi posto à prova. Autoridades da cidade chinesa de Shenzhen informaram que uma embalagem de frango congelado exportado pelo Brasil havia apresentado traços de Covid-19. Sendo o Brasil o maior exportador de carne de frango e a China nosso principal cliente, o impacto poderia ser desastroso. O histórico sanitário da indústria nacional e a habilidade diplomática do setor foram determinantes naquela situação.  

A rápida ação do Mapa, mesmo antes de um comunicado oficial dos chineses, com os adidos agrícolas em Pequim, e da ABPA foi crucial para entender o que estava acontecendo e dar uma resposta ao mercado. “Fomos identificar até as palavras em mandarim sobre o tema para compreender bem, na fonte, o que havia ocorrido. O problema foi encontrado em uma caixa, mas tínhamos inclusive de saber se era dentro ou fora”, diz Ricardo Santin, presidente da entidade. O esforço não evitou que Hong Kong suspendesse temporariamente as importações da unidade da Cooperativa Central Aurora Alimentos em Xaxim (SC), de onde saíram as embalagens supostamente “contaminadas”. Mas prestar os devidos esclarecimentos, com o apoio também da Aurora, contribuiu para que a suspensão caísse tão logo se comprovasse a ausência de riscos de contaminação. “O conhecimento técnico-científico prevaleceu”, comemora Santin. 

O episódio na Ásia deixou claro o quanto o agro brasileiro precisa estar preparado para responder a quaisquer questionamentos ou acusações, tenham ou não fundamento. Como potência global do agro, o Brasil é monitorado por quem reconhece tal potencial e busca parcerias e também por quem o vê da mesma forma, mas na posição de concorrente. Ou até por quem não está em nenhum dos dois grupos, mas diante de notícias sobre queimadas e desmatamento levanta bandeira de preservação das florestas e cobra providências. Tudo indica que a curto prazo não haverá relaxamento nessa conversa. 

Cobranças, fatos e estratégia

Outro exemplo da ação diplomática – e estratégica – do agronegócio brasileiro é a recente viagem da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, a Portugal para tratar do acordo de livre-comércio entre os países do Mercosul e da União Europeia. Até porque Portugal vai assumir a presidência do bloco europeu no próximo semestre. Anunciado em 28 de junho do ano passado, o acordo ainda não foi assinado, em parte por conta da pandemia da Covid-19, mas também por questões relacionadas à agenda ambiental no Brasil. Representantes do bloco europeu, sobretudo franceses, cobram do governo brasileiro, por exemplo, respostas e ações em relação à evolução do desmatamento na Amazônia. 

Tereza Cristina levou na bagagem argumentos técnicos e científicos que costuma ter na ponta da língua, como os dados da Embrapa de que 66% do território nacional é coberto com vegetação nativa, condição ambiental que nenhuma outra potência do agro pode apresentar, e que mais de 20% das áreas preservadas estão dentro de propriedades rurais. E certamente uma ampla lista de contrapontos sobre preservação e sustentabilidade da produção agropecuária do Brasil, até porque esse acordo é muito valioso. O Ministério da Economia estima que pode representar um aumento de US$ 87,5 bilhões no PIB brasileiro, em um período de 15 anos. Considerando a redução de barreiras não tarifárias e o que se espera em termos de aumento de produtividade, esse acréscimo pode chegar a US$ 125 bilhões. 

Frente às cobranças vindas de fora, surgem também iniciativas de diferentes grupos ligados à cadeia pecuária para sair do confronto baseado em troca de farpas. A Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, movimento multissetorial criado em 2015 e que já conta com a participação de mais de 200 empresas, associações empresariais, centros de pesquisa e organizações da sociedade civil, elaborou um amplo estudo sobre a rastreabilidade na produção de carne bovina. O documento apresentado na Climate Week, em setembro, na cidade de Nova York, traz um panorama sobre o setor e os sistemas de rastreabilidade e monitoramento, além de 42 recomendações para otimizar a aplicação desses processos. “Assim como o agronegócio brasileiro é altamente competitivo em produtividade, somos igualmente competitivos na capacidade de produzir sem desmatamento ilegal e o que esse estudo mostra é que temos como provar isso”, diz Marcello Brito, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e cofacilitador da Coalizão Brasil.

A própria indústria também vem adotando medidas nesse sentido. A JBS, que também integra a Coalizão Brasil, acaba de anunciar o programa “Juntos pela Amazônia”, projeto baseado em quatro pilares: desenvolvimento da cadeia de valor, conservação e recuperação de florestas, apoio às comunidades e desenvolvimento científico e tecnológico. Uma das iniciativas desse primeiro pilar, a Plataforma Verde JBS, é baseada na tecnologia de blockchain e abrange uma das principais preocupações do setor, a rastreabilidade. A ideia é que até 2025 os fornecedores de seus fornecedores de bovinos façam parte de sua base de monitoramento. Também foi criado o Fundo JBS Pela Amazônia para financiar os outros três pilares, já com aporte de R$ 250 milhões da companhia nos primeiros cinco anos, podendo chegar a R$ 300 milhões até 2030, quando a JBS espera alcançar um total de R$ 1 bilhão com o apoio de seus stakeholders.

Desafio, oportunidade e vice-versa

Paralelamente às frentes sanitária e ambiental, o setor de proteína animal precisou se armar para combates também no front de consumo. O mercado de proteínas alternativas, à base de plantas, é uma das coqueluches dos investidores em todo o mundo e uma tendência que parece irrefreável também no Brasil. Faz menos de dois anos que os alimentos plant based abriram de vez a porteira do mercado brasileiro, com a startup Fazenda Futuro e seu Futuro Burger, em maio de 2019. De lá para cá, o segmento já se tornou uma opção de negócios mais que saborosa. Prova disso é a própria Fazenda Futuro. Logo nos três primeiros meses de existência, foi avaliada em US$ 100 milhões (algo próximo de R$ 410 milhões à época). Mesmo em meio à pandemia, o apetite dos investidores pela empresa continuou alto. No início de setembro passado, a startup anunciou a conclusão de uma nova rodada de investimentos, com a captação de R$ 115 milhões, o que fez com que o valor da foodtech passasse a ser estimado em R$ 715 milhões. 

Já seria um fato bastante relevante se fosse uma iniciativa isolada. Mas basta olhar nas prateleiras de supermercados para notar que as proteínas alternativas ocupam cada vez mais espaço – e em diversas gôndolas. Um levantamento recente do The Good Food Institute Brasil (GFI) sobre esse novo segmento no Brasil encontrou produtos alternativos em pelo menos 19 categorias de carnes, queijos, ovos e leites. Dez empresas competem na área de carnes, seis na de queijos, seis na de ovos e 13 na de leites à base de plantas. Apenas entre os hambúrgueres, há dez competidores.

Como grandes players do mercado global, os principais frigoríficos nacionais entenderam a relevância da nova concorrência e, ao invés de combatê-los de fora, juntaram-se a eles na corrida da proteína alternativa. As gigantes da indústria de carnes se apressaram em apresentar seus próprios itens (incluídos na lista do GFI), que se tornaram linha de produto e unidade de negócio: a Seara começou com o Incrível Burger; a Marfrig lançou hambúrguer vegetal em parceria com o Burger King e criou a linha Revolution; e a BRF investiu na linha Sadia Veg & Tal. O mercado atraiu um diverso leque de empresas, como Superbom, Behind the Foods, The New Butchers, Sotille e o Grupo Mantiqueira, com o N.Ovo, opção vegetal para substituir os ovos na panificação e na confeitaria. 

A expansão do setor plant based é motivada pelo aumento da demanda, que tem duas razões básicas. A primeira é que cada vez mais os consumidores relacionam sua condição de saúde ao que comem. Daí vem a segunda, a multiplicação do público “flexitariano”, o pessoal que está reduzindo o consumo de carnes, mas sem parar de vez. Em pesquisa realizada em 2018 pelo The Good Food Institute Brasil (GFI), em parceria com o Snapcart, 59% dos entrevistados afirmaram que a preocupação com a saúde era a principal motivação para reduzir o consumo de alimentos de origem animal. 

Ao entrarem numa área que ainda pode ser vista como nicho, as grandes companhias de proteína animal fazem um movimento de olho no futuro. Visam ampliar sua atuação e não perder esses consumidores, que não são necessariamente vegetarianos, mas também quem apenas quer diversificar ou reduzir a participação das carnes na dieta. Pesquisa realizada pela Ingredion, empresa do setor de ingredientes, em parceria com a consultoria Opinaia reforça essa tendência. Foram entrevistadas mais de 5,7 mil pessoas em cinco países: Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Por aqui, foram pouco mais de 1,5 mil pessoas, e 90% afirmaram estar dispostas a consumir alimentos plant based. Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), afirma que há espaço no mercado para essa diversidade de proteínas, mas faz uma ressalva sobre a descrição dos produtos: “Se não tem carne, não chame de carne. Se não tem leite, não chame de leite. É um alimento vegetal, então chame de maneira correta”.

 

Produção de carne de frango (2019) 

  • 13,2 milhões de toneladas 
  • 2º maior produtor mundial
  • 69% da produção foi para o mercado interno
  • 31% da produção foi exportada para 150 países
  • 1º lugar em exportação
  • 35% do mercado global é atendido pelo Brasil
  • 396 milhões de pessoas, em média, são alimentadas no mundo, por ano, com frango brasileiro

Fonte: ABPA

Produção de carne suína (2019) 

  • 4,1 milhões de toneladas
  • 4º maior produtor mundial
  • 82% da produção foi para o mercado interno
  • 18% da produção foi exportada para 90 países
  • 4º lugar em exportação 
  • 8% do mercado global é atendido pelo Brasil
  • 247 milhões de pessoas, em média, são alimentadas no mundo, por ano, com suíno brasileiro

Fonte: ABPA

Produção de carne bovina (2019) 

  • 213,7 milhões de cabeças – maior rebanho comercial do mundo
  • 44,2 milhões de cabeças abatidas
  • 2º maior produtor mundial
  • 10,5 milhões de toneladas equivalente carcaça (TEC)
  • 76,3% da produção foi para o mercado interno
  • 23,3% da produção foi exportada para 154 países
  • 1º lugar em exportação 
  • 22% do mercado global é atendido pelo Brasil

Fonte: Abiec / USDA

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