Todos por um

Aumento da resistência aos defensivos, empresas do setor investem em estratégias


Edição 25 - 30.07.21

A soja é um dos carros-chefes da balança comercial do agro brasileiro e cultura de maior importância econômica para o País, com uma área plantada de 38,3 milhões de hectares espalhados de norte a sul do Brasil. As dimensões da sua importância são, no entanto, proporcionais ao desafio de manter a lavoura saudável, da semeadura à colheita. Mais do que nunca, os sojicultores têm sido demandados a redobrar a atenção no manejo agrícola em função da incidência de doenças nas plantas.

Reforço Preventivo para conter Ferrugem
Reforço Preventivo

A mais temida delas é a ferrugem asiática, causada por um fungo que provoca a desfolha da planta, acarretando perdas superiores a US$ 2 bilhões por ano safra. “Esta é a estimativa do custo ferrugem, que engloba tanto o prejuízo [queda de produtividade] que ela causa, quanto o gasto para se realizar o controle da doença”, explica o pesquisador Rafael Soares, da Embrapa.

O custo doença para o Brasil é tão alto que a Embrapa montou e coordena o Consórcio Antiferrugem. Trata-se de um projeto, que congrega empresas públicas e privadas, que monitoram os locais de incidência do fungo. Toda ocorrência é notificada no site da iniciativa, como forma de alertar o produtor em quais localidades a doença já apareceu. “Neste ano, detectamos em 11 estados, mas como a semeadura atrasou em várias regiões e o início do ano foi mais seco, a ferrugem asiática não está causando epidemias fortes”, diz Soares.

Mesmo assim, o produtor não pode descuidar. O uso incorreto de defensivos agrícolas ou o uso contínuo do mesmo princípio ativo é um dos principais fatores para o surgimento de populações resistentes do fungo. No médio prazo, isso acarreta a perda de eficácia das moléculas utilizadas nesses defensivos, trazendo prejuízos ao agricultor.

No Brasil, as condições tropicais tornam a situação ainda mais preocupante. Elas favorecem a propagação de pragas e doenças, o que agrava o cenário de aumento da resistência aos fungicidas usados na lavoura. “Uma forma de proteger e manter o controle nesta conjuntura é fazer uma aplicação combinada de diferentes formas de agir combatendo o fungo”, diz Ximena de Souza Vilela, gerente de Produtos Fungicidas da IHARA. Com base nesse conceito, a indústria de defensivos tem ido além do desenvolvimento de produtos com alta tecnologia, passando a investir também na pesquisa e recomendação do melhor manejo, bem como a melhor combinação de produtos, buscando uma maior efetividade com base na sequência e na dosagem das aplicações de cada molécula.

‘’Baseada nessa estratégia de ofertar, além de produtos com alta tecnologia e performance, uma alternativa de manejo seguro, que é a proposta da IHARA com o Esquadrão Fungicidas Gold”, afirma Ximena. Recém-lançado pela IHARA, o Esquadrão reúne três tecnologias com mecanismos de ação distintos: o Fusão EC – um fungicida específico, que age de forma sistêmica, proporcionando alta performance no controle da ferrugem e manchas foliares da soja, tem versatilidade de uso, o que significa que pode ser usado em qualquer fase da cultura, além disso tem alta velocidade de absorção e baixo risco de perda por chuva; o Absoluto Fix, um protetor premium, que em associação com o Fusão, potencializa ainda mais o controle da ferrugem e manchas foliares, além de ter uma formulação de alta tecnologia com redução de tamanho de partículas que proporciona melhor distribuição na folha e maior fixação; e o Iharol Gold, óleo mineral que facilita o espalhamento, aumenta e agiliza a absorção dos produtos, potencializando a performance das moléculas.

A comunidade científica recomenda que os fungicidas sejam usados de forma preventiva porque a eficácia diminui quando a doença já está estabelecida, comprometendo a produtividade. “O ideal é o produtor iniciar as aplicações antes do fechamento da lavoura [fase entre o final do ciclo vegetativo e início do reprodutivo], quando as gotas de produto conseguem alcançar as folhas da parte inferior da planta, por onde a maioria das doenças começam a infecção”, explica Ximena. “É fundamental que o intervalo entre uma aplicação e outra não ultrapasse 14 dias, já o número de aplicações vai depender das condições climáticas e pressão da doença de cada região. Todavia, o recomendável atualmente é que se faça pelo menos três”, acrescenta.

A estratégia do Esquadrão Fungicidas Gold visa fortalecer a defesa da lavoura na batalha contra várias doenças que afetam a produtividade da soja. Além da ferrugem, o trio de produtos combate fungos que causam as manchas foliares, como manchaalvo, antracnose, septoriose e cercosporiose.

“A incidência e severidade das doenças varia de acordo com a região. Por isso, é importante o produtor observar quais problemas são, historicamente, mais recorrentes na sua localidade, além de estarem sempre atentos às condições climáticas em cada safra”, finaliza Ximena.

PLANT PROJECT