Top Farmer Nova Geração – Fábio de Rezende Barbosa

Cana-de-Açúcar - Talento para Descomplicar


Edição 8 - 26.03.18

O jeito prático e direto de lidar com a rotina de trabalho tem ajudado Fábio de Rezende Barbosa a ganhar espaço na gestão da empresa da família, onde começou como trainee para poder conhecer todas as operações

“Gosto muito do olho no olho, acho que humaniza as relações.” É assim que Fábio de Rezende Barbosa começa a descrever a forma como procura se comunicar no ambiente de trabalho. “Costumo ir mais à mesa das pessoas do que elas virem até a minha”, acrescenta o economista de 42 anos que coordena toda a produção agrícola do Grupo NovAmérica, com unidades em Tarumã (SP) e Caarapó (MS). São cerca de 6 milhões de toneladas de cana por safra, produzidas em praticamente 80 mil hectares. Dessa área total, apenas 15% são terras próprias, a maior parte pertence a parceiros.
Sua trajetória na empresa começou em 2002, no cargo de trainee em todas as áreas da companhia. Em seguida, foi conhecer o mercado internacional da cana, passando por França, Tailândia, Austrália, Coreia do Sul, entre outros países. “A experiência foi muito boa, pois passei a entender várias questões culturais e a conhecer ferramentas
que eram muito importantes”, relata. Este ano, a NovAmérica completa 75 anos. Fábio tem como meta prosperar por outro período como esse. “A ampliação do portfólio da empresa, que está totalmente ligada à produção de cana, é chave nessa questão”, comenta. Segundo ele, isso já está acontecendo na área agrícola, com a produção de grãos – soja e milho.
É uma maneira de não ficar tão sensível às condições de preço da cana. Outra prioridade que Fábio destaca
na gestão da companhia é a preparação do grupo para a era digital. Os passos primordiais para essa mudança passam pela adequação das pessoas e pela transformação do modelo hierárquico, que será mais horizontal.
“As decisões monocráticas não servem mais, pois hoje as variáveis aumentaram, é preciso olhar para as ideias de todos.”
A NovAmérica tem parcerias com universidades, uma aproximação que já rendeu à empresa mais de 20 aplicativos utilizados na rotina da produção. Segundo Fábio, hoje há pessoas mais ligadas ao campo trabalhando no desenvolvimento. “Antes, eram criadas por gente que não entende do negócio. Um profissional na fazenda não pode dar dez cliques no celular para resolver algo, tem de ser no máximo dois ou três”, avalia.

Confira aqui os demais protagonistas da segunda temporada da série TOP FARMERS.

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