De volta ao básico

Coluna A REVOLUÇÃO DAS MÁQUINAS - Por Marco Ripoli


11.10.19

Marco Lorenzzo Cunali Ripoli, Ph.D. é Engenheiro Agrônomo e Mestre em Máquinas Agrícolas pela ESALQ-USP e Doutor em Energia na Agricultura pela UNESP, executivo, disruptor, multiempreendedor, inovador e mentor. Proprietário da BIOENERGY Consultoria e investidor em empresas.  Acesse www.marcoripoli.com

A “Ergonomia”, como um conceito, teve sua origem em 1949, durante a segunda Guerra Mundial, quando se falhou ao usar métodos tradicionais na resolução problemas entre homem e máquina.  Devido à guerra e à produção de máquinas novas e cada vez mais complexas, as inovações que não correspondiam ao que se esperava foram rejeitadas, sob a explicação de de compatibilidade entre máquina e as capacidades humanas.

Todo desenvolvimento de novos projetos em que haja interação e engajamento entre o produto e seu potencial usuário deve contemplar um estudo de ergonomia.  O cumprimento dos requisitos ajuda a garantir o uso correto do produto e aumentar o conforto ergonômico, proporcionando segurança do usuário. O correto uso da ergonomia ajuda a diminuir as restrições e os custos, melhorando o desempenho das tarefas e a produtividade homem-máquina.

Os acidentes com máquinas mais comuns observados são causados por uma série de fatores: não seguir um sistema de trabalho seguro; uso de máquinas que não são adequadas para a tarefa; não seguir os procedimentos de operação; ausência de dispositivos de segurança ausentes ou defeituosos; manutenção deficiente; e a falta de formação do operador.

Como medidas de controle, é muito perigoso realizar todo o tipo trabalho em máquina quando estiverem ligadas.  Deve-se seguir o procedimento de informado pelos fabricantes antes de realizar qualquer manutenção ou ajustes. Certifique-se que os acionamentos estão em neutro, desligue o motor e retire chave.  Muitos acidentes fatais e de alta gravidade ocorreram quando os operadores das máquinas tentaram acessar as máquinas com o motor ligado.

As máquinas agrícolas e equipamento podem ter diversas fontes de energia (mecânicas, hidráulicas e elétricas), como por exemplo nas colhedoras de cana com componentes hidráulicos, peças acionadas por motores hidráulicos e controles elétricos para alguns sistemas. Desligue tudo!

Além de todos estes cuidados, a HSE (Health Safety Executive) menciona que é preciso saber se o operador está capacitado a realizar o serviço…  Sendo assim, antes de realizar qualquer trabalho com uma máquina agrícola, incluindo a sua operação, manutenção ou reparação, considere

– Os operadores estão capacitados a fazer o trabalho?

Treinamento e cursos relevantes para máquinas estão disponíveis a partir de uma variedade de fontes – incluindo fabricantes/revendedores e por meio de faculdades e outros prestadores de treinamento.

Não se esqueça que o treinamento é necessário por trabalhadores casuais ou sazonais. Deve-se verificar se todos os contratados que você pretende se usar são competentes-para fazer o trabalho.

Os trabalhadores não devem usar uma máquina, a menos que estejam devidamente treinados e saibam como usá-lo com segurança.

– As roupas e os calçados são adequados e estão disponíveis (EPI)?

Botas de segurança devem ser usadas sempre utilizadas e as roupas não podem se enroscar nas máquinas ou em seus controles.

Qualquer acessório (incluindo relógios e anéis) que pode causar acidente deve ser removido e cabelos longos amarrados para trás, para que não fiquem presos em partes móveis.

– Todas as informações foram fornecidas aos operadores?

O operador deve ler e compreender o manual de instruções e mantê-lo acessível para referência ao longo de informações de avaliações de risco.

Todos os trabalhadores que operam as máquinas (ex.: colhedoras de cana) devem receber instruções adequadas e treinamento, no caso de manutenção.

Precisamos por um momento parar e voltar a fazer o básico, especialmente durante um momento em que a tecnologia e a inovação estão cada vez mais na mira das propriedades rurais, pois sem o básico não se atinge o máximo de rendimento da atividade agrícola.

O Agro não para!

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