Churras Delas para Duda-15

Coluna HISTÓRIAS DA BOA CARNE - Por Eduardo Krisztán Pedroso


13.09.18

Eduardo Krisztán Pedroso é zootecnista pela FZEA-USP; Especialista em gestão da qualidade e segurança dos alimentos pela FEA/UNICAMP; MBA em Gestão Comercial pela FGV; Diretor Executivo de Originação da JBS e há mais de 25 anos, estudioso, churrasqueiro e amante da boa carne. Instagram: @eduardokpedroso

Enfim chegou o esperado dia: 8 de setembro. Exatos 101 dias de espera para debutar a nossa Duda. Comemoração postergada às vésperas da festa, tema tratado na coluna 15 Anos, 15 Meses e 15 Dias.

Gratidão a São Pedro pela colaboração. Dia ensolarado em início de primavera, com temperatura muito agradável. Fim de tarde magnífico ao som da Emblues Band, artistas de rua, dava o tom de alegria e harmonia a todo colorido do espaço La Fiesta de Jundiaí.

Duas estações de churrasco comandadas pelas mãos de fadas da dupla Joana(de boné, na foto logo mais embaixo) e Aline (de chapéu, aqui abaixo), famosas finalistas do reality BBQ Brasil, encantaram os convidados e familiares presentes.

A coluna Histórias da Boa Carne de hoje começa, porém, semanas antes da festa, em quatro locais geograficamente distintos. Cortes especiais reservados e mantidos em condições perfeitas de maturação. Operação logística de respeito.

Do vale do Guaporé, no Mato Grosso, lá da fazenda Mariita de Porto Esperidião, o brisket e o chorizo, certificados 1953. Novilhas precoces, zero e dois dentes, com mais de 18@ de peso, crioulas, criadas a pasto (fundamental ao sabor) e terminadas no cocho com milho abundante, para conferir o paladar adocicado, a maciez e a suculência da carne marmorizada ao ponto ideal.

Do coração de Goiás, na fazenda Floresta em Nazário, os Tomahawks Swift Black com grade PRIME de mármore compatível aos critérios de tipificação do USDA norte americano.

Da patagônia chilena, French Rack Simunovich, cordeiros precoces de genética selecionada para produção de carne de alta qualidade, criados em pastagens naturais às brisas do Oceano Pacífico.

Logicamente não poderia faltar a linguiça bragantina, da cidade natal de meu pai, artesanal, de sabor mais que especial. A parrillada estava completa.

A preparação do brisket começou com 12 horas de antecedência, com muita calma e capricho. Dry Rub como tempero, defumação lenta a temperatura mediana. Lenha de laranjeira. Termostato no centro das peças, relógio digital monitorando a temperetura entre 95 e 105 graus por todo o processo. Ciência e paciência para controlar a abertura e fechamento da chaminé e a ventilação da churrasqueira Pit Smoker, regulando a queima da lenha e a variação da temperatura da fumaça e, consequente, a velocidade da cocção. Como resultado, lanchinhos gourmet com pão brioche e molho barbecue artesanal a base de goiaba. Harmonização perfeita com batatas fritas Lamb Weston, holandesas, com crocância incomparável.

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Pirulitos de french rack de cordeiro e tomahawk, alternados com porções de bife de chorizo e linguiça, selados e assados ao ponto da perfeição, com sal e toque de pimenta do reino moídas após o corte. Água na boca só de lembrar. A galera lambeu os dedos. Vou revelar um dos segredos da Aline para o cordeiro: molho de iogurte natural, geléia de hortelã, sal e toque de pimenta do reino. Combinação dos deuses.

A noite caiu e, em ambiente alegre e descontraído, tivemos a tradicional valsa da debutante, vídeo de homenagens e parabéns para a aniversariante. Em seguida, apresentação do malabarista de fogo, que anunciou a apresentação da Duda no tecido acrobático. Orgulho aos pais e surpresa inusitada aos convidados. Por fim, pista e balada de encerramento. Missão cumprida. Sonho realizado. Ao sabor de quero mais, a expectativa para a comemoração dos 15 anos da Maria Clara, irmã caçula, daqui a alguns anos.

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