O Mirante do Lago da Fazenda Floresta

Coluna HISTÓRIAS DA BOA CARNE - Por Eduardo Krisztán Pedroso

“Se nossa floresta tem mesmo valor para o mundo, por que o Brasil não é reconhecido e recompensado como grande guardião desses recursos?”

Caio Penido, ativista agroambiental e empresário, Top Farmer Sustentabilidade 2018


15.05.18

Eduardo Krisztán Pedroso é zootecnista pela FZEA-USP; Especialista em gestão da qualidade e segurança dos alimentos pela FEA/UNICAMP; MBA em Gestão Comercial pela FGV; Diretor Executivo de Originação da JBS e há mais de 25 anos, estudioso, churrasqueiro e amante da boa carne

Onze da manhã do dia quatro de maio passado. Uma van sai de Goiânia com destino a Nazário, a 60 km da capital. Renomados Master Chefs, amantes da boa carne, estavam a caminho da fazenda produtora da carne mais sedutora, consistente e famosa da gastronomia brasileira. Carne macia, suculenta e particularmente saborosa. Sim, aquela da caixa preta que qualquer restaurante da alta gastronomia compra de olhos fechados e que não tem erro.

A Fazenda Floresta muito se assemelha a uma vinícola profissionalizada de alto padrão. Lá tudo é pensado nos mínimos detalhes. Organização impecável, planejamento desde a escolha do sêmen importado dos Estados Unidos à excelência das boas práticas de manejo, nutrição, sanidade e bem-estar animal. Foco no detalhe, para que seja atingido o blend perfeito de raças britânicas e o terroir da carne ao ponto da perfeição. O desfrute das 800 cabeças semanais direcionadas para uma das mais sofisticadas plantas frigoríficas do país, logo ali, em Senador Canedo, mais se assemelha ao envio de 800 garrafas de vinho cuidadosamente produzidas, maturadas e numeradas individualmente com toda a rastreabilidade de processo e garantia única de origem controlada.

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O nível de adrenalina circulante e excitação se fizeram completos quando, ao parar para um refresco de boas vindas, os chefs foram surpreendidos pela exposição impecável de cortes superespeciais, cuidadosamente acondicionados em geladeira de porta de vidro, braseiro ao rubro na parrrilla de inox, equipamentos profissionais disponíveis e total liberdade para a ousadia das receitas que a imaginação permitisse. Isso mesmo, o time de visitantes, em seu maior grau de liberdade, foi desafiado a se divertir no preparo do almoço do dia.

Jeferson Finger, Jimy Macmanis, Roberto Ravioli, Diego Belda, Diego da Silva Araujo, Paula Labaki, Alder Lopes, Luis Rodolfo Gonçalves Dias, Eduardo Rodrigues e Renata Cruz. Régua elevada posta à prova da alquimia da gastronomia da carne. Técnicas sofisticadas de corte e preparo na bagagem. Cortes cuidadosamente elaborados: shoulder steak; L Bone (corte transversal do peixinho e raquete com osso); tomahawk; short rib; assado em tiras; brisket; maminha da alcatra; bife ancho; bife chorizo; picanha e costela quadrada.

Uma experiência inesquecível para que vissem o boi com outros olhos.

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