Nosso agro

Coluna A REVOLUÇÃO DAS MÁQUINAS - Por Marco Ripoli


11.01.21

Marco Lorenzzo Cunali Ripoli, Ph.D. é Engenheiro Agrônomo e Mestre em Máquinas Agrícolas pela ESALQ-USP e Doutor em Energia na Agricultura pela UNESP, executivo, disruptor, multiempreendedor, inovador e mentor. Proprietário da BIOENERGY Consultoria, Agri-REX eventos e investidor em empresas.  Acesse www.marcoripoli.com

Em recente conversa com o amigo Dr. José Luiz Tejon Megido, sócio-diretor da Biomarketing, nos últimos anos vivemos uma guerra de palavras amplificada pelas redes sociais, um fenômeno nunca visto onde o ser humano adquiriu o poder de construir ou destruir ações de acordo com o uso das palavras.  É preciso ter muito cuidado como os fatos são colocados para evitar mal entendimentos.

Nas últimas décadas, parte da economia foi construída a partir da integração da ciência, dos insumos, com tecnologia da produção agropecuária, da agroindústria, do comércio e dos serviços para o sucesso do agro, que se mostrou a sustentação econômica de 2020, aquilo que nos manteve ativos.

Parcerias entre Embrapa, universidades, pesquisadores consultores e produtores rurais que puderam criar oportunidades na produção agropecuária, até em áreas muitas vezes sem tradição alguma.  O ano de 2021 será intolerante com toda liderança incompetente, a qual não terá mais espaço.

O agronegócio engloba todo o país e assume por vias de fato sua responsabilidade, trabalhando dentro das normas e legalidade, representando assim todo o cidadão brasileiro, não importando sua localização (no campo ou cidade).   Não basta apenas acreditar que com o crescimento dos preços das commodities ou o advento de novas e melhores tecnologias estamos garantindo nosso sucesso em 2021.  É preciso muito comprometimento e trabalho.

O cuidado com o planejamento estratégico é fundamental, principalmente quando nosso sonho é dobrar o tamanho do agro brasileiro, auxiliando no crescimento sustentável do Produto Interno Bruto (PIB).  Isso vai acontecer pela diversificação de produtos, pela inclusão de novas propriedades agrícolas, pela criação de empregos, novos mercados e serviços (gastronômicos, turismo rural e cooperativismo, por exemplo).

Nosso cliente se transformou com a mudança do mundo.  A geopolítica do agronegócio com EUA, Europa, Ásia e China está cada vez mais complexa, inter-relacionada e continuará seguindo o mesmo curso das narrativas de 2020, onde a Saúde, meio ambiente e valorização das instituições dão o tom e auxiliam no direcionamento.

É hora de inovar além da tecnologia no campo, inovar no conteúdo e na escolha das palavras, como reforça Tejon.

O Agro não para!