Plant + CPFL Soluções: Energia do Agro – A Força das Usinas

Venda de eletricidade joga luz sobre oportunidades mais sustentáveis e lucrativas para as usinas de


Edição 17 - 25.11.19

PLANT + CPFL Soluções

A autossuficiência energética tem acompanhado a evolução das gestões à frente das usinas de açúcar e etanol, sobretudo das famílias empreendedoras deste setor. A cada nova geração na administração dos negócios na indústria sucroenergética, maior é a percepção e a aposta em relação às vantagens e aos benefícios de produzir toda a energia consumida nas unidades industriais e de gerar excedente para comercialização. A energia elétrica produzida a partir da biomassa de cana-de-açúcar já foi vista com rejeição ou até como subproduto, mas hoje é parte indispensável do faturamento de diversas usinas, com impacto no equilíbrio das contas e na lucratividade, na eficiência energética de todos os processos industriais, além de contribuir para a preservação ambiental. Quem ingressou nessa nova realidade só pensa em avançar ainda mais. E, para isso, conta com parcerias importantes das grandes empresas do setor de energia elétrica, como a CPFL Soluções.

O Grupo Balbo, pioneiro na exportação de energia de biomassa de cana-de-açúcar, é um bom exemplo dessa adesão. A partir da instalação de um turbo gerador na Usina São Francisco, uma de suas unidades localizadas em Sertãozinho (SP), veio a autossuficiência e a geração, em uma primeira fase, de 3 megawatts — destes, um excedente de 500 kilowatts disponibilizado para a rede elétrica. Hoje, a geração chega a 23 megawatts, com excedente de 15 megawatts. Na Usina Santo Antonio, a outra unidade no interior de São Paulo, essa capacidade já é de 30 megawatts.

“De maneira geral, as usinas já fazem cogeração de energia há muitos anos, a nossa inovação foi conectar nossa produção ao Sistema Interligado Nacional”, diz Jairo Balbo, diretor industrial da empresa e um dos representantes da terceira geração da família no negócio.Ele acrescenta que essa mudança agregou valor à cana e impactou no balanço financeiro. “Embora represente de 2% a 3% do faturamento, a cogeração de energia é o que tem salvado o caixa das usinas diante do cenário de crise que temos enfrentado ultimamente”.

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Nos cálculos de Antonio Toniello Filho, diretor industrial da Viralcool, empresa do setorsucroalcooleiro, o faturamento com a exportação de energia pode ir um pouco além, em torno de 4% a 5%. “No entanto, dependendo do modelo de gestão, de como são feitos a comercialização e o balanço, pode representar mais de 30% no resultado final”, afirma. O executivo diz ainda que das cerca de 400 usinas de etanol e açúcar no Brasil, menos da metade exporta energia, e essa parcela nem está em sua capacidade máxima. “A situação financeira do setor seria bem diferente se todas as usinas estivessem comercializando energia”, acrescenta Toniello, A Viralcool tem unidades nos municípios paulistas de Castilho, Pitangueiras e Sertãozinho, e gera mais de 60 megawatts, com perspectiva de chegar a 80 megawatts ainda este ano.

Quando é conectada à rede elétrica para a exportação de energia, a usina ainda passa a contar com uma maior estabilidade das operações, como afirma Toniello: “O sistema elétrico é muito maior do que a usina, então ele evita oscilações. Essa estabilidade previne problemas como queda da frequência do gerador e queima de motores e painéis”.

Isso significa, que a produção de energia a partir da biomassa de cana-de-açúcar também apresenta ganhos indiretos, como a eficiência energética dentro da própria usina, devido a toda melhoria da infraestrutura industrial. Outra empresa do setor, a Nardini Agroindustrial também observa esses ganhos: “A cada ano fomos aprimorando mais todos os processos para reduzir nosso consumo de energia e ter mais volume para comercializar na rede”, afirma Vanderlei Caetano, diretor geral da compainha

No caso da Nardini, essa evolução foi tão intensa que deu origem à uma nova empresa, a Companhia Energética Nardini (CEN), que hoje tem capacidade de geração de 30 megawatts e perspectiva de novos investimentos para chegar a 45 ou 50 megawatts. O desenvolvimento de todo o projeto de cogeração de energia da Nardini, até chegar à constituição da CEN, com instalação de novas caldeiras, subestação de energia e linha de transmissão, foi baseado no suporte técnico da CPFL Soluções. “Eles desenvolveram todo o projeto, inclusive a instalação da subestação e toda a linha de transmissão. E ainda conseguimos negociar essa assessoria com a energia que passaríamos a gerar”, explica Caetano.

Este é um ponto comum entre essas três companhias do setor sucroenergético: a parceria com a CPFL Soluções, maior empresa de comercialização de energia renovável do País e integrante da State Grid, o maior grupo mundial do setor elétrico. “Temos um histórico muito antigo de parceria com todo esse segmento, e trouxemos para essas usinas uma nova oportunidade de renda, um diferencial além do açúcar e do etanol”, comenta Karin Luchesi, vice-presidente de Operações da CPFL Soluções. “Oferecemos a nossos clientes toda uma assessoria de gestão de energia, que vai desde o planejamento das áreas industrial, de infraestrutura, jurídica e comercial, para que de fato haja o melhor retorno de todo o investimento. Olhamos nossos clientes de forma ampla, para entender exatamente qual é sua necessidade e oferecer a melhor solução”, diz a executiva, lembrando que a recuperação dos recursos investidos pode ocorrer em duas safras de comercialização de energia.

A cogeração e a exportação de energia por parte das usinas ainda trazem ganhos ambientais. Os resíduos orgânicos da produção de açúcar ou etanol, seja a sobra de palha da lavoura, seja o bagaço da moagem, que poderiam ter um impacto negativo na sustentabilidade do setor, ganham destinação correta e viram matéria-prima para a geração de energia renovável. Sem contar que para cada unidade de CO2 emitida nesse processo, nove são retiradas da atmosfera. Essas são referências importantes para o agronegócio brasileiro, sobretudo diante da crescente cobrança global sobre a sustentabilidade da produção agropecuária do País.

Para mais informações, acesse o site da CPFL Soluções.

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