Gestão no Oeste Baiano

Coluna A REVOLUÇÃO DAS MÁQUINAS - Por Marco Ripoli


13.09.19

Marco Lorenzzo Cunali Ripoli, Ph.D., é Engenheiro Agrônomo e Mestre em Máquinas Agrícolas pela ESALQ-USP e Doutor em Energia na Agricultura pela UNESP, executivo, disruptor, multiempreendedor, inovador e mentor. Proprietário da BIOENERGY Consultoria e investidor em empresas.  Acesse www.marcoripoli.com.

Produtores rurais diariamente tomam decisões que afetam suas operações agrícolas, nas quais muitos dos fatores não podem ser previstos com a devida precisão e tempo.  Quanto maior o nível de complexidade e a escala da operação, mais se torna arriscado, o que eleva a necessidade de compreender cada  detalhe e ter a habilidade de gerir o negócio para antecipar os problemas, tomar decisões, reduzir os riscos e aumentar sua lucratividade.  É isso que também ocorre no Oeste Baiano…

Nesta semana tive oportunidade de palestrar durante o primeiro “Simpósio de Agronegócio Profissional“, realizado em Luis Eduardo Magalhães (LEM). Focado em um seleto grupo de participantes, o evento foi realizado pela empresa “Profissional Consultoria e Assessoria no Agronegócio”, fundada e liderada desde 2005 pelo engenheiro agrônomo Adriano Lupinacci, e sediada na cidade de Barreiras.  Na plateia, 40 produtores rurais que valorizam a gestão adequada de seus bens.  A empresa tem um plano ambicioso de crescimento para atender o Nordeste brasileiro, por meio de conhecimento diferenciado, ferramentas e, mais importante, atenção ao cliente (vi isso com meus próprios olhos).

A boa gestão nada mais é que a correta atribuição da mão-de-obra, materiais e recursos, com o objetivo de promover resultados satisfatórios, em que se busca alcançar rendimentos eficazes, lidar e prevenir possíveis desvios, motivar e treinar equipes para atuações necessárias e padronizar atividades.  A evolução tecnológica é um caminho sem volta, fazendo com que o produtor se adeque e não perca oportunidades.

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Tive a oportunidade, em paralelo, de visitar dois grupos produtores de grãos da região (Grupo Santo Inácio e Fazenda Sama) e a usina de beneficiamento de algodão Ubahia, todos com sede na cidade de LEM.  Nesses grupos, as atividades mecanizadas são cuidadosamente analisadas buscando maximizar o uso do ativo, pois sabe-se que a participação do maquinário no custo total da produção, em conjunto outros insumos, é significativamente alta.  O correto acompanhamento do uso das máquinas e implementos agrícolas, de forma semanal, ou até mesmo diária, ajuda a melhorar a rentabilidade do negócio.

A tomada de decisão é a principal atividade de gestão, pois é a partir dela que ações serão deflagradas.  Na maioria das situações o resultado de uma decisão não pode ser previsto, pois quanto mais complexo for o risco, mais difícil torna-se para os agricultores serem assertivos.  Vale dizer que as melhores decisões de gestão dependem da qualidade das informações (aquisição, armazenamento etc.) e de como são utilizadas (organização, análise etc.).

O Agro não para!

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