Qual o tamanho do seu risco?

Coluna A REVOLUÇÃO DAS MÁQUINAS - Por Marco Ripoli


25.10.18

Marco Lorenzzo Cunali Ripoli, Ph.D. é Engenheiro Agrônomo e Mestre em Máquinas Agrícolas pela ESALQ-USP e doutor em Energia na Agricultura pela UNESP, executivo, disruptor, empreendedor, inovador e mentor. Proprietário da BIOENERGY Consultoria, da ENERGIA DA TERRA empresa de alimentos saudáveis e investidor de empresas

Agricultores tomam decisões todos os dias que afetam as operações agrícolas e muitos dos fatores as influenciam não podem ser previstos com exatidão completa – isto é chamado RISCO. Quanto maior a escala da operação, o nível de complexidade a agricultura torna-se cada vez mais arriscada, levando os agricultores a precisar compreender os riscos e ter a habilidade de gestão para melhor antecipar os problemas e reduzir as suas consequências.

No mundo agrícola ainda existe uma grande barreira. Muitos produtores continuam correndo riscos desnecessários por não segurar suas máquinas e equipamentos agrícolas, por exemplo, bens estes de alto valor agregado. Pode parecer incomum, mas esta prática é muito adotada em países como ferramenta de gestão da operação.

Os riscos na atividade do campo aparecem de muitas formas. Mudanças climáticas, incidência de pragas e doenças, avaria e roubo dos equipamentos, flutuações de preços de mercado, financiamento e empréstimos, taxas de juros, mudanças nas políticas governamentais. Esses riscos têm, muitas vezes, um grande impacto na renda agrícola. Existem também os riscos relacionados com a saúde e o bem-estar do agricultor e da sua família e a disponibilidade de mão-de-obra para a fazenda.

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A tomada de decisão é a principal atividade de gestão e na maioria das situações o resultado de uma decisão não pode ser previsto. Quanto mais complexo for o risco, mais difícil torna-se para os agricultores tomar uma decisão informada.

Alguns agricultores estão dispostos a aceitar mais risco do que outros e mediante isso podemos criar três cenários. Os não tomadores de riscos, aqueles que tentam evitar correr riscos; os tomadores de riscos, pessoas que estão abertas a negociações mais arriscadas e os neutros, agricultores que se encontram no meio termo a tomada de riscos.

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Olhando para pequenos e médios produtores, muitas vezes um conserto ou necessidade de reposição de uma máquina, em caso de um sinistro, pode gerar despesas que afetem o fluxo de caixa de sua operação. Os incêndios, acreditem, são a segunda ocorrência mais frequente, seguindo da colisão com obstáculos no solo. Como amenizar isso?  Uma das formas é via contratação de um seguro, para garantir que a conta não pesará no futuro, como fazemos com o automóvel.

Boas decisões de gestão de risco dependem da qualidade das informações e de como são utilizadas. Informações ajudam o tomador de decisões na sua gestão. As fontes de informação disponíveis incluem registros de fazenda, estatísticas, informações de revendedores de insumos, comerciantes, trabalhadores de extensão e outros agricultores e dados de preços de mercado.  Se informe!

O Agro não para!

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