Crescimento fora da curva

Coluna AGRO COM ASAS - Por Tiago Dupim


10.10.18

Com 13 anos de experiência no mercado aeronáutico, o paranaense Tiago Dupim atuou como repórter, editor-executivo e editor-chefe de algumas revistas do setor. Atualmente, comanda a B2B Comunicação. Morou duas décadas em São Paulo e está há dois anos no Rio de Janeiro. Nas horas vagas (que são muito poucas) gosta de ouvir um bom rock’n roll, beber um bom vinho ou cerveja e acompanhar, mesmo que a distância, o Clube Atlético Paranaense, seu time de coração.

Dizem por aí que tudo que é novidade demora um pouco para ter a aceitação do público. Mas há exceções. Veja esse caso, por exemplo. O drone vem sendo um importante aliado na lavoura, tanto no mapeamento de áreas como no processo de pulverização, atingindo locais onde o avião não chega. E parece que esse “filão” de mercado dos zangões tende só a aumentar.

Seguindo o crescimento do agronegócio no Brasil e pegando carona em nossa aviação agrícola (cuja frota atualmente é a segunda maior do mundo), a presença desses aparelhos tem sido cada vez mais constante na lavoura. Estima-se que hoje 40% das aeronaves não tripuladas que operam por aqui estejam a serviço do agro. O que não é pouco, ainda mais se pensarmos que a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) definiu as regras para a utilização deles no país há pouco mais de um ano.

Até julho último, segundo a Anac, tínhamos 46.058 drones cadastrados no país, quatro vezes mais que junho do ano passado. E acredita-se que que esse número registrado pela agência ainda esteja longe da realidade, pois pode ser mais que o dobro. Seria uma quantidade realmente absurda. Mesmo assim, estima-se que em dois anos se torne o terceiro maior mercado mundial de drones na agricultura.

O fato é que a aviação agrícola nacional, que já é pujante e opera com as melhores aeronaves disponíveis no mercado, só tem a ganhar com essa nova realidade. Cada vez mais, os aviões e helicópteros do setor passam a ter um excelente parceiro com a popularidade do drone. E o que é melhor: sem nenhuma dessas máquinas concorrendo entre si.

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A consequência desse boom chega diretamente no agribusiness, que está totalmente adaptado às novas tecnologias. Os ganhos são inúmeros, mas os principais são o aumento da produtividade e a redução de custos, essenciais para a alma de qualquer negócio.

Ao menos por enquanto, temos um lindo céu de brigadeiro para os drones. Resta saber até quando essa demanda reprimida que parece existir no agro vai suportar a entrada de novos equipamentos nesse ritmo acelerado.

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TAGS: Aviação Agrícola, Drones