A importância da educação continuada

Coluna #ESALQUEANOS -- Com apoio da Adealq


Edição 9 - 01.06.18

Por Luís Reynaldo Ferracciú Alleoni*

O número de interessados em educação continuada tem aumentado a cada ano, sejam eles profissionais de nível superior, de nível médio e até fundamental. A principal razão é a necessidade que todos sentem de se manterem atualizados frente a uma avalanche de tecnologias criadas a todo o momento em todas as áreas do conhecimento.

Diferentemente da fase de aprendizado nos ensinos fundamental e médio e na graduação, em que boa parte dos estudantes não tem plena consciência do uso que irão fazer dos conteúdos que estão aprendendo, a educação continuada acolhe profissionais que necessitam reciclar os conhecimentos, conhecer novas técnicas e interagir com colegas da mesma área ou de áreas afins, de forma a se aperfeiçoar e formar uma rica rede de contatos.

A escolha da instituição onde o treinamento será feito é um ponto-chave para o sucesso da empreitada. O interessado não deve levar em conta somente o valor do investimento financeiro a ser feito. É preciso atentar para o histórico da instituição, para o programa do curso a ser feito, o qual deve ser condizente com as necessidades e expectativas do profissional.

Na área de Ciências Agrárias, a Esalq tem se destacado há vários anos na educação continuada. São oferecidas anualmente diversas modalidades de treinamentos, jornadas, oficinas, simpósios e cursos presenciais e à distância de curta, média e longa duração, tanto na atualização do conhecimento de práticas realizadas antes da porteira, nas áreas agrícola, florestal, zootécnica, biológica, ambiental e de alimentos, como depois da porteira, nas áreas de economia e administração. Em 2017, a Esalq promoveu mais de 200 eventos, com cerca de 30.000 participantes, sendo 6.500 em nível de Especialização.

Uma das áreas que mais têm demandado treinamento nos últimos anos é a área de Manejo da Fertilidade do Solo, Nutrição e Adubação de Culturas, pois a maior parte dos solos brasileiros não apresenta condições químicas adequadas para sustentar um bom desenvolvimento das culturas. Assim, os profissionais que administram ou prestam serviços às empresas agrícolas devem estar convenientemente preparados para conhecer os principais atributos das diversas classes de solo, restaurar áreas degradadas química e fisicamente, além de promover o manejo adequado da adubação mineral e orgânica.

Para auxiliar no treinamento de profissionais que trabalham nessa área, o Programa de Educação Continuada em Agricultura Sustentável SolloAgro, do Departamento de Ciência do Solo da Esalq, oferece desde 1998 o Curso de Especialização em Manejo do Solo. Com duração de dois anos, já contou com a participação de cerca de mil alunos. O profissional que cumpre todas as etapas do curso, incluindo a apresentação de uma monografia, recebe o título de “Especialista” pela USP, correspondente a um MBA ou pós-graduação lato sensu.

Além de Piracicaba, há turmas presenciais em Ponta Grossa (PR), Luís Eduardo Magalhães (BA), Jataí e Formosa (GO), Tangará da Serra, Campo Verde e Sorriso (MT), Patrocínio (MG), Vilhena (RO), Palmas (TO) e Ciudad del Este (Paraguai). Ainda em 2018, haverá novas turmas em Rondonópolis e Água Boa (MT), Maracaju (MS), São Gotardo (MG) e Assis (SP). Há também o Curso de Especialização à Distância em Solos e Nutrição de Plantas, com duas turmas em andamento e uma terceira com início previsto para outubro/18.
Interessados podem entrar em contato pelo site www.solloagro.com.br ou pelo e-mail manejo@usp.br, (19) 3417-2114.

*Professor titular do Departamento de Ciência do Solo e Presidente da Comissão de Cultura e Extensão Universitária da Esalq/USP

A coluna #ESALQUEANOS é publicada em parceria com a Associação dos Ex-Alunos da escola Superior de Agronomia Luiz de Queiroz (Adealq).